terça-feira, 8 de setembro de 2015

Chegada de D Pedro II ao Recife.




Cais de Ramos. 22 de Novembro de 1859, 11:40H, 10 minutos após da chegada de Suas Majestades Imperiais, o Imperador D Pedro II e Dona Teresa Christina. Sob o som dos estampidos de fogos de artifícios, rajadas de canhão e badalos de sinos das Igrejas, cerca de cinquenta mil pessoas se aglomeravam nos dois lados do rio Capibaribe para assistir a primeira vez que a família Imperial vinha ao Recife. Augusto Stahl. Itau Cultural.

 O ano era 1859. A Família Real aportava no Recife pela primeira e única vez. Para recepcionar Dom Pedro II à altura, a administração local mandou erguer um novo píer às margens do Rio Capibaribe. Naquela época, embarcações normalmente atracavam na região portuária ou, ainda, no antigo Cais da Alfândega, hoje Paço Alfândega. Com o imperador, foi diferente. A visita ilustríssima resultou na construção de uma ancoragem na atual Avenida Cais Martins de Barros, bairro de São José. O desembarque nesta margem do rio facilitava o percurso da nobreza. Assistiriam à missa na Igreja do Divino Espírito Santo, percorreriam a antiga Rua da Cadeia Nova, hoje, não por acaso, Rua do Imperador Dom Pedro II, chegariam à Praça da República, à época, chamada Praça do Campo das Princesas, e se passariam a noite no Palácio


Hoje em total abandono.



 Eu tenho certeza que ao passar por este lugar jamais avia imaginada que um dia D Pedro II teria colocado seus pés pela primeira e ultima vez na capital Pernambucana. 

Fonte: Diário de Pernambuco 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Hospital da Tamarineira


Hospital da Tamarineira, data não especificada.

Durante o período imperial, a saúde dos brasileiros ficava nas mãos da Santa Casa de Misericórdia, sucessora da Corporação São Felipe Neri da Madre de Deus. Decreto imperial nacionalizou os bens da Corporação, tornando-os inalienáveis, cabendo à Santa Casa a administração desse patrimônio.
Em 8 de setembro de 1874 foi lançada a pedra fundamental do Hospital da Tamarineira. Em 1883, o Hospital , patrimônio do Estado de Pernambuco, passou a ser administrado pela Santa Casa.
Em 1924, o governo do Estado de Pernambuco, através de decreto do Governador Barbosa Lima Sobrinho, reassumiu a administração do Hospital, seu custeio e manutenção. Mal administrado e em mau estado, em 1930 o Hospital da Tamarineira passou a ser dirigido pelo médico Ulysses Pernambucano, que o restaurou.
Em 1992, pelo Decreto Estadual nº15.650, o Hospital da Tamarineira foi tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado.
Depois de ser denominado Hospital de Alienados, passou a ser chamado Hospital Ulysses Pernambucano, na administração do Secretário de Saúde de Pernambuco, Djalma Oliveira.

Ainda em atividade como hospital psiquiátrico, mantém tratamentos em regime de internação, ambulatório e terapia ocupacional e uma das duas únicas unidades de emergências psiquiátricas do Estado.
Em 2010, a Santa Casa de Misericórdia mostrou interesse em desfazer-se da área, o que atenderia a interesses do mercado imobiliário do Recife. No dia 22 de fevereiro, a Santa Casa anunciou, numa entrevista coletiva à imprensa, que a área seria destinada à construção de um shopping center, com 170 lojas, dois museus e um parque temático. Diante disso, a comunidade da Tamarineira e, por extensão, de toda a cidade, mobilizou-se em defesa do Hospital, da sua história e do seu patrimônio, incluindo a área verde. Foi criada a ONG Amigos da Tamarineira para divulgação e defesa da causa. Formou-se o grupo Tamarineira: Loucos por ela, para defender o patrimônio histórico e ambiental ambiental. Houve também questionamento quanto à titularidade do terreno.
A Assembléia Legislativa de Pernambuco, a Câmara Municipal do Recife, o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano e o Conselho Estadual de Cultura empenharam-se na sua preservação. Finalmente, em decreto assinado em 4 de junho de 2010, o prefeito do Recife João da Costa desapropriou o terreno do Hospital da Tamarineira, para transformá-lo em um parque público . Mas isso não aconteceu.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Antigo Mercado Coelho Cintra

No ano de 1900, o antigo Mercado Coelho Cintra foi destruído por um incêndio motivado por perseguições políticas.

Após uma reforma, em 1924, o edifício imponente e eclético, em estilo renascentista, transformou-se no Quartel da Polícia Militar de Pernambuco. Para os íntimos: Quartel do Derby.

Foto: Museu da Cidade do Recife


O Mercado do Derby, criação de Delmiro Gouveia, funcionou onde hoje fica o quartel-general da Polícia Militar. Foi inaugurado em 1898. Era uma espécie de precursor dos atuais shoppings. Um imponente prédio onde se vendia de tudo, de carne, artigos importados, verduras, gelo e jornais. E com uma grande atração: luz elétrica, que proporcionou aos comerciantes estenderem o horário comercial de suas lojas até às 8h da noite. Na frente do mercado, foi criada uma área de lazer, com a realização, à noite, de festas para crianças e adultos, que atraíam multidões. Era o ponto mais concorrido do Recife na época. O Mercado do Derby, ou Mercado Modelo Coelho Cintra, seu nome oficial, foi destruído por um incêndio, na madrugada de 1º de janeiro de 1900. Dizem que o incêndio foi criminoso e seus autores foram os inimigos políticos de Delmiro Gouveia, na época chefiados pelo vice-presidente da República, o Conselheiro Rosa e Silva. O prédio ficou abandonado até 1909, quando foi recuperado e passou a abrigar a Escola de Aprendizes de Artífices. Em frente ao prédio, no espaço denominado Campina do Derby, em 22 de junho de 1905, aconteceu o primeiro jogo de futebol em Pernambuco, entre o Sport Club do Recife e o English Eleven. Tempos mais tarde, o edifício do velho mercado virou o quartel-general da Polícia Militar, que ainda hoje existe no local.






Recife 1920

Estátua do Conde da Boa Vista ainda na Esquina da Avenida Riachuelo com a Rua da Aurora - Recife 1920.
Fonte: Pernambuco Arcaico
Enviado por Edilson Santos
Estátua do Conde da Boa Vista ainda na Esquina da Avenida Riachuelo com a Rua da Aurora - Recife 1920.


Rua da Aurora em 1906 e nos dias de hoje!



Em 1906 nascia no Recife uma rua chamada Visconde do Rio Branco. No entanto, por ser voltada para o leste e ser a primeira a receber os raios do sol, a rua ganhou um apelido que acabou virando o seu nome oficial: Rua da Aurora. Essa, todo recifense conhece!




A diferença e tanta, que mau da para reconhecer!!!

Mais um pouco da história visual da histórica cidade do Recife em 1926.

RECIFE - O Necrotério público (cemitério), em 1926




RECIFE - Biblioteca Pública do Estado, em 1926


RECIFE - O que antigamente se conhecia por "Beco da Coruja", em 1926


RECIFE - Avenida Beira Mar, em 1926



RECIFE - Vista do Capibaribe, que separa os bairros de Boa Vista e Santo Antônio, em 1926


"Fonte de pesquisa blog do Iba Mendes"